Bancos e instituições do mercado de capitais viram indícios de vazamento de informação dos negócios envolvendo as teles brasileiras e estrangeiras. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) afirmou que acompanha a movimentação dos papéis e analisa o caso. Desde a sexta-feira, os volumes de negócios na BM&FBovespa com as ações da Oi e da Vivo saltaram dos patamares habituais. Na sexta, os negócios com a ação mais negociada da Oi, o papel PN (sem voto) da operadora, somavam R$ 16,777 milhões, segundo a consultoria Economática. Na segunda, essa ação girou R$ 42,819 milhões, e, na terça, véspera do anúncio, bateram em R$ 52,499 milhões. O mesmo aconteceu com as ações ON (com voto) da Oi, cujo volume subiu da sexta para a terça de R$ 8,502 milhões para R$ 31,472 milhões. Na Vivo, o giro de ações PN passou de R$ 30,970 milhões para R$ 46,928 milhões da sexta para a terça. "A CVM acompanha e analisa as informações e notícias relativas às companhias abertas, assim como a movimentação dos papéis dessas empresas, e adota as medidas devidas quando necessário", disse a CVM, em nota.
RECEPÇÃO RUIM Analistas do mercado de capitais receberam ontem com ceticismo o negócio envolvendo as teles, especialmente no caso da Oi. As ações PN da Oi recuaram 15,99%, e as ON, 11,21%. Já as ações PN da Vivo tiveram alta de 3,95%. Na Europa, os papéis da Portugal Telecom subiram 2,81%, e os da Telefónica de España aumentaram 0,71%. "O histórico da Oi recomenda um estudo aprofundado da operação. Há pontos curiosos que precisam receber uma atenção detalhada", disse Edison Garcia, superintendente da Amec (associação dos minoritários). |